sábado, 19 de março de 2011

Especial 02 anos de ColorScreen: os melhores posts!

Pois é, como o título já explica, estamos comemorando o segundo aniversário do blog! Então, para celebrar esta ocasião tão especial, nada melhor do que um post inesquecível! A seguir, confira o Especial 02 anos de ColorScreen: guia dos melhores posts da história do blog!

Primeiramente, pensei em fazer um pequeno histórico do
ColorScreen, contando um pouco sobre a trajetória do blog. Porém, já fiz isso. Para não ser muito repetitivo, vou indicar o post similar de 1º aniversário, onde contei bastante sobre o motivo da criação do blog, o planejamento que tive antes de lançar e muitos outros detalhes: clique aqui para visitar e relembrar ou conhecer o artigo anterior!

Então, resolvi fazer algo que possa agradar todos os leitores, desde o pessoal que acompanha o blog desde 2009 (eu sei que tem bastante gente nessa situação, muito obrigado mesmo!) ao povo que acabou de chegar (sejam bem vindos!), para quem esse post pode (e deve) ser um guia para conhecer o que de melhor já foi abordado aqui. Então, vamos à lista!










É claro que faltou muita coisa nesta lista, pois são mais de 200 posts já publicados! Mas acho que essa seleção ficou bem legal; através dela você pode ter uma boa noção do que é o ColorScreen!

Para finalizar, eu gostaria de falar duas coisas. Primeiro, um pedido: se você gosta do conteúdo, ajude a divulgar, da maneira que seja possível. Mande este post para algum amigo, amiga, parente, namorado/namorada e etc, que ainda não conhece este espaço; acho que é uma boa maneira de apresentar o blog para pessoas novas! Obrigado!

A segunda coisa, e a mais importante: muito, mas muito obrigado mesmo por tudo! Pelas visitas, comentários, pedidos, sugestões, correções, críticas, mensagens no twitter, emails, indicações, parcerias e muito mais! Se o ColorScreen existe, é porque você faz parte desta história tão legal! Muito obrigado!

Algum pedido, mensagem, sugestão para os próximos anos? Então, já sabe! Dê o seu recado nos comentários!

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Promoção de lançamento do livro Estátuas de Sal!

Cenas grandiosas de destruição, mistérios milenares envoltos em segredos religiosos, organizações secretas, fugas desenfreadas e muito suspense. Você deve achar que estou falando de algum blockbuster de Hollywood, não é? Para sua surpresa, não estou! O assunto é literatura brasileira! A seguir, você vai conhecer a promoção ColorScreen, para o lançamento do livro Estátuas de Sal!

A obra mostra a saga de Alice, uma jovem envolta em um drama pessoal. Dez anos depois que Deus destruiu toda a cidade de São Paulo, em circunstâncias épicas, ela ainda tem que lidar com uma nova tragédia: seu pai foi encontrado morto, de maneira não esclarecida.

Em busca de respostas, ela inicia uma investigação, que culminará em uma atitude que ninguém teve a coragem de tomar, desde a devastação da capital: entrar nas ruínas proibidas da grande metrópole. Uma jornada muito arriscada, repleta de mistérios, perigo, criaturas sobrenaturais e muitas revelações que mudarão o destino da humanidade.

Para mais detalhes, artigos sobre a obra, vídeos, reportagens e etc, visite o blog oficial Estátuas de Sal!

A campanha de lançamento da obra conta com diversos booktrailers, prévias em vídeo do conteúdo do livro. Você pode ver todos clicando aqui, e a seguir, confira uma das peças:



Lançado recentemente pela Editora Novo Século, o livro foi escrito por André Cardinali, um paulista de 23 anos, que, assim como eu e você, tem paixão por cultura pop, cinema, séries, leitura e escrita. O André é meu amigo, nos formamos juntos em Comunicação, há dois anos atrás. Inclusive fizemos vários trabalhos juntos na época, e acabamos ganhando prêmios em festival por nossos programas de rádio e vídeos de conclusão de curso. E eu sei que ele escreve bem.

Por isso, quando soube do lançamento do livro, pensei em você, leitor do blog. Assim que terminei de ler "Estátuas de Sal", tive a idéia da promoção. E o mais legal: o vencedor ganhará o livro em sua casa, com uma dedicatória especial do autor!

Para participar, é muito simples. Você só precisa copiar a mensagem abaixo e publicar no seu twitter (incluindo o link, cole toda a mensagem):

Quero ganhar o livro Estátuas de Sal do blog ColorScreen! Dê rt, siga @pauloap e acesse: http://migre.me/3Wv4p

A promoção durará de hoje (dia 25/02/2011) até a próxima sexta (dia 04/03/2011), quando farei o sorteio (através do sorteie.me). O vencedor ou vencedora será avisado via Direct Message no Twitter (por isso os participantes devem seguir nosso perfil), e o nome será publicado neste post.

Se você quiser comprar o livro, confira alguns dos lugares onde isso é possível (lista completa aqui):
Livraria Cultura - Nobel - Saraiva - Siciliano - Submarino - Fnac - Editora Novo Século - Direto com o autor (autografado e com marcador)

E acompanhe também o twitter oficial do livro: @estatuas_de_sal

Eu espero que todos possam participar da promoção, para que esta possamos sempre fazer sorteios e concursos aqui no ColorScreen! Participe!

ATUALIZAÇÃO - 04/03/2011: O sorteio acaba de ser feito, através do site sorteie.me, aqui está o print: sorteio. Quem ganhou foi o perfil @taenunes, que será avisado via DM!

Obrigado a todos pela participação!

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O dia em que Chapolin apareceu em Hollywood!

Herói maior da América Latina, ídolo de crianças e adultos há décadas ou simplesmente o polegar vermelho. Esse é Chapolin Colorado, personagem interpretado por Roberto Goméz Bolaños, que é ícone total de nossa cultura televisiva. E, neste post, vamos descobrir uma raridade: o dia em que Chapolin apareceu em uma comédia clássica de Hollywood!

É claro que o título deste post é uma brincadeira, apesar de não deixar de ser verdadeiro. Infelizmente, não tivemos nenhum grande filme com o personagem. Porém, ele já conseguiu seu lugar em um filme norte-americano, aparecendo bem discretamente! Estou falando de uma cena que descobri navegando pelo Youtube, quando achei um vídeo bem curioso.

Em uma cena de "Dois Velhos Mais Rabugentos", produzido pela Warner Bros. em 1995, o personagem mexicano é visto com destaque em uma televisão, que (não) é assistida por um dos protagonistas (a dupla Walter Matthau e Jack Lemmon, que repete neste filme a parceria de "Dois Velhos Rabugentos", longa de 1993).

Veja a cena a seguir:



A esquete exibida faz parte do programa "Chespirito", última fase dos personagens do universo criado por Roberto Bolaños e foi exibida originalmente em 1987. Na cena podemos ver, além do protagonista, a atuação de Rubén Aguirre, o eterno Professor Girafales. E, também é possível notar no vídeo, tal aparição foi planejada e autorizada pela Televisa, que recebe agradecimentos ao final dos créditos. Será que os produtores eram fãs de Chespirito?

Eu já vi esse filme, mas confesso que não tinha reparado nesta cena. E você, já tinha visto a aparição do Chapolin? Comente!

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Humor: as inúmeras mortes de Mario nos games!

Pense em um personagem que, em pesquisas feitas em todo o mundo, se mostra mais reconhecido por crianças do que ícones como Mickey Mouse e Pernalonga. Um italiano que foge do padrão de beleza dos grandes galãs, sendo baixinho, gordinho e ostentando um grande bigode. E que, para conseguir salvar sua paixão platônica, enfrenta os mais adversos desafios. É claro que estou falando de Mario! E como falei, a vida dele não é nada fácil. Por isso, neste post, você verá todas as maneiras de morte para Mario nos videogames!

Criado pela lenda dos games Shigeru Miyamoto, Mario fez sua primeira aparição no clássico jogo "Donkey Kong", de 1981. Ainda conhecido como Jumpman, o encanador tinha como missão derrotar os obstáculos criados pelo gorila, para poder resgatar uma garota aprisionada por Donkey Kong. Com o imenso sucesso desta produção, Mario teve sua chance de ganhar uma carreira solo em 1983, com os jogos "Mario Bros." e "Super Mario Bros.", quando seu irmão, Luigi, foi criado e se perpetuou como seu eterno parceiro.

Daí para frente, você deve saber o que aconteceu. O personagem se tornou sinônimo de jogos eletrônicos, sendo o maior herói desta mídia em todos os tempos. Dezenas de produções com o encanador foram lançadas, mostrando suas aventuras em diversos estilos (como plataforma, corrida de carros, esportes variados, puzzles e muito mais).

E, claro, em todos os jogos, Mario pode morrer temporariamente! E sim, isso acontece direto! Engolido por uma planta carnívora, caindo em um buraco, levando um casco na cabeça, sendo congelado, queimado, envenenado, levado pelo vento e muito mais, não importa. Mario sempre acaba se dando mal várias vezes, até conseguir chegar ao seu objetivo final. Essa é a principal motivação deste post: mostrar, de maneira muito bem humorada, todas as ocasiões em que o herói acaba sendo derrotado!

Abaixo você confere um infográfico bem divertido, que mostra isso, todas as mortes de Mario. nos diversos jogos da série. Disponibilizado originalmente no site do artista responsável pela obra, o francês Yves Bourgelas, a imagem me agradou tanto que resolvi traduzí-la para o português e disponibilizá-la aqui no ColorScreen!

Para ver a imagem em alta definição, de maneira completa, clique aqui ou na miniatura abaixo:


Eu sempre fui muito fã de todo o universo de Mario, gostando da maioria dos jogos com ele, independente do estilo. Então, me diverti muito vendo a imagem, e a traduzindo, também! E você, é fã do personagem? O que achou do infográfico? Comente!

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cinema: porque Tom Cruise está sempre correndo?

Um dos atores mais bem sucedidos de sua geração, Tom Cruise pode ser definido de diversas maneiras. Louco, fanático religioso, egocêntrico, empenhado em (algumas de) suas interpretações, intenso. Ou velocista! Pois é, os cinéfilos provavelmente já repararam nisso: porque será que Tom Cruise corre em todo filme que faz?

Na verdade, esse post é uma grande brincadeira, o objetivo não é questionar escolhas artísticas do ator, ou mesmo suas atuações. (que, em alguns filmes são bem satisfatórias, aliás). É que resolvi disponibilizar para você um vídeo bem inusitado, que encontrei no site Movieclips, que ilustra, de maneira engraçada, algo que sempre me chamou atenção nos filmes com este astro de Hollywood! Em qualquer papel, mesmo sem motivo, Tom Cruise corre. Bastante!

E corre com dedicação, como você pode ver abaixo, nesse mashup de diversos longas:









Os filmes mostrados no vídeo são "Missão: Impossível" (1996), "Guerra dos Mundos" (2005), "A Firma" (1993), "Missão: Impossível 2" (2000), "Collateral" (2004), "Missão: Impossível 3" (2006) e "Minory Report" (2002). E faltam várias corridas de Cruise, em outros longas metragem.

Algum palpite do motivo de tanta corrida? Eu não sei, mas creio que o próprio Tom Cruise adora exercitar suas corridinhas nas telas do cinema. E você?

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dossiê ColorScreen: Zé Carioca, 70 anos - Parte 2!

Representante do Brasil no Universo Disney, um certo papagaio com roupas de malandro e personalidade bem esperta se tornou um ícone. Com décadas de história, nada mais merecido do que ser tema de um especial no nosso blog, não é? A seguir, a continuação do Dossiê ColorScreen - A história de Zé Carioca!

Atenção: este post é a segunda parte do Dossiê Zé Carioca. Clique aqui e confira a primeira parte, contendo a criação do personagem, a origem nos cinemas, o surgimento nos quadrinhos e muito mais!

Como falamos no post anterior, Zé Carioca foi se estabelecendo como símbolo do Brasil, através de sua criação e inclusão no mundo de Walt Disney. Seja nos cinemas ou quadrinhos, o carismático papagaio conquista a todos, sendo o personagem favorito de muitos brasileiros. Agora, vamos partir para uma pequena retrospectiva do que foi feito com Zé Carioca nas últimas décadas!

Durante a década de 80, uma controversa decisão é tomada pela Editora Abril, responsável pelas histórias com o personagens, que eram (dos anos 50 até 2001) produzidas no Brasil e exportadas para todo o mundo. Reformular o visual do personagem, abandonando as roupas clássicas de malandro, para uma modernização de seu estilo. A princípio, Zé passou a usar calça jeans e camiseta branca, look que depois foi trocado para calça jeans, camiseta amarela e boné vermelho virado para trás. Na minha opinião, apesar de preferir o visual clássico, este estilo mais recente é uma boa roupagem para épocas mais contemporâneas e não prejudica o personagem.

Em 1988, "Uma Cilada para Roger Rabbit" revolucionou, misturando animação com filmagens live-action. E, como o roteiro se propunha a homenagear grandes ícones dos desenhos animados, dezenas de personagens fizeram aparições no filme, como Pernalonga e Mickey (cena que já foi mostrada em um post anterior, clique aqui para ver). E adivinha quem também aparece, em uma cena ao lado de vários outras lendas dos desenhos? Pois é! Zé Carioca aparece por poucos segundos ao lado de Patolino, Droopy, Pinóquio, Papa-Léguas e Pateta, entre outros! Infelizmente não está disponível nenhum vídeo desta cena, mas ao lado você pode ver a imagem (clique aqui para ampliar e ver a cena completa).

Como Zé é um típico brasileiro, pelo menos no que diz respeito à paixão pelo futebol, nada mais justo do que uma saga mostrando este aspecto. E foi assim em 1994, quando "Zé na Copa", história dividida em várias edições, mostrou o personagem embarcando junto com seus amigos e com a seleção brasileira para disputar a Copa do Mundo de Futebol nos Estados Unidos. Em todos os capítulos, uma partida da competição era disputada, com o time contando com jogadores reais da época sendo satirizados. Uma série muito marcante, que vale a pena pesquisar para conhecer ou reler!

Dois anos depois, em junho de 1996, acontece uma das aparições mais inusitadas e interessantes do personagem. Zé Carioca ganha um talk show na Rede Globo! Pois é, nascia assim o "Disney Club" (nada a ver com o programa homônimo do SBT, com a TV CRUJ). Neste quadro, exibido dentro da "TV ColOsso", Zé aparecia em forma de boneco e recebia personalidades para uma entrevista. Passaram por lá famosos como Angélica, Sandy & Júnior e Renato Aragão. Além da entrevista, o papagaio fazia piadas, lia cartas do público e ancorava o conteúdo produzido pela Disney que exibido no programa. Por exigência da empresa de Mickey, o boneco foi confeccionado em Los Angeles, usando materiais como látex, fibras de vidro e carbono e tecidos que imitavam penas. Infelizmente o quadro não durou muito tempo, pois o programa foi extinto em janeiro do ano seguinte. Porém, encontrei um material bem raro, contendo uma das edições do talk show, onde Zé entrevista o jogador Romário! Reveja a seguir:



Já em 2001, veríamos a ave no programa "House of Mouse", produção do Disney Channel exibida também aqui, com o nome de "A Casa do Mickey Mouse". E o mais legal é que o quadro em que Zé apareceu foi um revival dos Três Cavaleiros. Na esquete, Mickey precisa convencer Donald a fazer uma apresentação, e para isso, pede a ajuda dos velhos amigos do pato, chamando Zé e Panchito para um reencontro, que termina em um animado número musical:



Atualmente, Zé também pode ser visto no Epcot Center, parte do complexo da Disneyworld em Orlando, Flórida. Para quem não sabe, este setor do parque é composto de pavilhões que representam a cultura de certos países. Infelizmente, não existe um para o Brasil (o que eu acho bem absurdo, aliás...). E Zé Carioca acaba sendo inserido no pavilhão mexicano, ao lado de Panchito. Apesar de muitos julgarem um desrespeito e uma certa generalização (afinal, brasileiros não falam espanhol, não usam sombreiros e etc), eu acho que, pelo menos, é um modo de podermos ver o personagem inserido no parque. Ao lado, você confere o boneco que anda pelas instalações do Epcot Center e abaixo vê um vídeo com um passeio pela "Gran Fiesta Tour", atração mexicana do complexo, onde os Três Cavaleiros atacam novamente:



Ao lado, você confere uma das poucas vezes em que Zé Carioca ganhou um brinquedo. Ao contrário da grande maioria dos personagens da marca, Zé e Panchito nunca foram muito explorados em produtos licenciados, o que é um grande erro, pois o Brasil e o México (e toda a América Latina, na verdade) são imensos mercados consumidores e receberiam com muita empolgação produtos com seus personagens símbolo. A imagem mostra a série de pequenas estátuas produzidas pela Disney no ano de 2005, para comemorar o cinquentenário de "Você Já Foi à Bahia?". Foram produzidas apenas mil unidades, o que torna o produto ainda mais raro. Com isso encerramos o Dossiê ColorScreen - Zé Carioca e seus 70 anos de história!

Para mim, que gosto bastante das produções Disney, é algo bem legal pesquisar e falar sobre Zé Carioca. Na verdade, não acho exatamente algo bom o fato de que a principal característica do personagem seja o "jeitinho brasileiro", tentar viver a vida sem esforço, com a típica malandragem. Isso, na verdade, me incomoda de certa maneira no personagem. Diversos desenhistas estrangeiros, como Don Rosa, mestre dos quadrinhos da Disney, também pensam assim, e tentam dar um caráter um pouco mais esforçado ao personagem (o que também é legal, não o descaracteriza muito, como poderia acontecer). Porém, não é nada que estrague ou me faça curtir menos o papagaio, pelo contrário, na verdade (acho que, para fins ficcionais, isso torna as histórias bem divertidas).

Eu gosto muito dos longas metragem com o personagem, vi inúmeras vezes ambos, e também sempre li quadrinhos Disney, desde muito cedo. E o gibi dele sempre foi um destes. A única coisa ruim é a pouca valorização do personagem nos últimos tempos. Mas esperemos que, com a valorização do Brasil no cenário mundial, Zé Carioca possa ganhar maior destaque, retornando a uma posição importante, com novos desenhos, quadrinhos e muito mais!

E você? Qual sua opinião sobre o personagem? Compartilhe suas lembranças!


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dossiê ColorScreen: Zé Carioca, 70 anos de história!

Criado nos anos 40, aos poucos se tornou um símbolo de nosso país, resistindo através das décadas como um dos ícones Disney para a América Latina. É claro que estou falando de Zé Carioca que, às vesperas de completar 70 anos, merece ser homenageado com todas as pompas e honras! E é por isso que ele acaba de ganhar um especial! Esse é o Dossiê ColorScreen - A história de Zé Carioca!

Atenção: esta é a primeira parte do Dossiê, fique atento para a continuação, em breve!

Agora, antes de começar, vou explicar o motivo deste post. Além do blog ter ficado de férias em janeiro, devido à minha falta de tempo (faço tudo sozinho no ColorScreen, sou o único autor aqui), motivo pelo qual resolvi compensar e fazer um artigo bem completo, um post sobre o Zé Carioca já era uma obrigação há muito adiada. Afinal, um personagem Disney que representa nosso país tem que ser tratado com muito carinho, não é? E também, neste mês, comemora-se o cinquentenário da revista solo de Zé, lançada em janeiro de 1961. Então, vamos ao post!

No começo dos anos 40, em um período pré-guerra, os Estados Unidos buscavam criar laços de amizade com os países do continente americano. O foco do post nem é político, por isso não me aprofundarei muito nessa questão. Porém, algo que devemos notar é que uma dessas ações foi o envio de Walt Disney e seus artistas para uma viagem de cortesia através de diversos países, inclusive o Brasil. Durante a visita, feita no ano de 1941, Disney criou diversos personagens com características de determinados locais, assunto que vamos falar mais adiante. Porém, o que deu mais certo foi um certo papagaio.

Em visita ao Rio de Janeiro, o artista se inspirou nas piadas de papagaio, muito frequentes na época e também na figura do malandro, tradicional na cidade, para criar o primeiro personagem Disney do Brasil, o esperto Zé Carioca, ou Joe Carioca, no original. Vestido com trajes típicos dos adeptos da malandragem, como chapéu, gravata e acessórios como o típico guarda-chuva e um charuto (que, na verdade, é muito mais típico da América Central), ele se caracterizava (o que continua até hoje) por acreditar muito no chamado "jeitinho brasileiro", tentando sempre se dar bem tendo o mínimo possível de esforço e trabalho.

Ao contrário do que a maioria acredita, a estréia de Zé não foi no cinema. Primeiro, ele apareceu numa tira nos jornais americanos, em 1942. Aí nascia seu universo nas ruas cariocas, com a criação de sua namorada Rosinha, seu sogro Rocha Vaz e seu amigo, o urubu Nestor. Depois, ele ganhou diversas participações em revistas nos EUA, apesar de seu lançamento oficial se dar em 1943, nas telas do cinema.

Em "Alô, Amigos!", o tour de Disney pela América do Sul chegou aos cinemas, em um filme que mostrava quatro segmentos diferentes, com diversos aspectos da região. Vemos Pato Donald explorando o Lago Titicaca (Peru e Bolívia), um pequeno avião se aventurando nas montanhas do Chile, Pateta encarnando um gaúcho na Argentina e finalmente, a estréia oficial do papagaio. No segmento "Aquarela do Brasil", que finaliza o filme, Zé Carioca se encontra com Donald, em um passeio pelas ruas boêmias e pelos pontos turísticos do Rio de Janeiro. O filme merece um post exclusivo, portanto não vamos se aprofundar neste assunto agora. Mas, abaixo, veja uma sequência da clássica animação:



Nascia um astro. Um dos melhores contrapontos ao estilo estressado e norte-americano do Pato Donald, Zé Carioca era um coadjuvante perfeito para o pato. Então, nada melhor que uma continuação, agora com mais elementos que fizeram sucesso no filme anterior! Em 1945, era lançado o filme "Você Já Foi à Bahia?". Dessa vez, a dupla ganhou mais um amigo, justificando o título original, "The Three Caballeros". Era o galo mexicano Panchito. Entre outras histórias, com personagens de países como Uruguai e a Argentina, o foco é para os três amigos, que visitam o Brasil e o México, se divertindo com estrelas musicais como Aurora Miranda (irmã de Carmen) e firmando um forte laço de amizade ao compartilhar aspectos das culturas locais. Confira o trailer original desta produção abaixo:



Essas duas animações são clássicos absolutos, muito famosas aqui no Brasil. Porém, há uma terceira aparição do personagem, não tão divulgada por aqui, no longa "Tempo de Melodia", de 1948. Diferentemente dos outros, esta obra não era parte do retrato das Américas, tema principal dos anteriores. Na verdade, "Melody Time" se propunha a ser um novo "Fantasia", ou seja, uma grande homenagem às artes e principalmente à música, porém em uma abordagem mais contemporânea. Desta vez, Zé não protagoniza o filme, que também é composto de várias partes. O papagaio e Donald (sem Panchito) aparecem em uma única parte, ao lado do pássaro Aracuã. Confira integralmente "A Culpa é do Samba!", o segmento com Zé e Donald, a seguir:



Assim, acabava, infelizmente, o período de participações de Zé Carioca nos cinemas. Porém, nada estava perdido! Em 1950, uma certa Editora Abril começaria a publicar os quadrinhos Disney no Brasil, com a lendária "Pato Donald #1". E quem roubava a cena, logo na primeira edição? Pois é. Em uma arte produzida pelo argentino (vejam que ironia!) Luis Destuet, Zé se divertia ao lado de Donald. E foi assim, na revista do pato, que o papagaio foi se tornando ainda mais popular no Brasil.

Sua revista solo só seria lançada em janeiro de 1961. No começo, Zé teoricamente morava em Patópolis, pois contracenava com Mickey, Pateta, Tio Patinhas e outros (muitas vezes, as histórias eram copiadas diretamente das obras norte-americanas, com o Pato Donald sendo apagado e Zé Carioca sendo desenhado por cima; daí surgiram os sobrinhos dele, Zico e Zeca, para substituir os sobrinhos do pato). Com o tempo, diversos artistas passaram por esta publicação, cada um contribuindo um pouco para moldar a personalidade desta peculiar figura, dando um caráter exclusivamente brasileiro a ele, como na criação da Vila Xurupita, favela em que as histórias começaram a ser ambientadas.

Mas o principal a dar vida a este personagem foi o gaúcho Renato Canini, que a partir de 1971, ampliou muito o universo do personagem. Ele é responsável, entre outras coisas, por criar a família do papagaio (como o primo Zé Paulista, a antítese dele, viciado em trabalho), os amigos Pedrão e Afonsinho, a agência de detetives Moleza (em que Zé ensaia trabalhar) e a ANACOZECA (a Associação Nacional de Cobradores do Zé Carioca, de quem ele vive fugindo), entre outros. Pelas mãos do também genial Ivan Saidenberg, nascia uma paródia do Batman na visão de Zé, seu alter-ego, o Morcego Verde. Todos estes elementos se tornaram clássicos e são imprescindíveis nas tramas do personagem!

Aqui acaba a primeira parte do Dossiê ColorScreen - Zé Carioca! No próximo post, a continuação, com a reformulação de Zé nos quadrinhos, o quadro dele na TV ColOsso, a volta dos Três Cavaleiros na TV norte-americana, a aparição de Zé em "Uma Cilada para Roger Rabbit" e muito mais!

E você, gosta do Zé Carioca? Acompanhou as animações, leu os quadrinhos? Comente!

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