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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dossiê ColorScreen: Zé Carioca, 70 anos - Parte 2!

Representante do Brasil no Universo Disney, um certo papagaio com roupas de malandro e personalidade bem esperta se tornou um ícone. Com décadas de história, nada mais merecido do que ser tema de um especial no nosso blog, não é? A seguir, a continuação do Dossiê ColorScreen - A história de Zé Carioca!

Atenção: este post é a segunda parte do Dossiê Zé Carioca. Clique aqui e confira a primeira parte, contendo a criação do personagem, a origem nos cinemas, o surgimento nos quadrinhos e muito mais!

Como falamos no post anterior, Zé Carioca foi se estabelecendo como símbolo do Brasil, através de sua criação e inclusão no mundo de Walt Disney. Seja nos cinemas ou quadrinhos, o carismático papagaio conquista a todos, sendo o personagem favorito de muitos brasileiros. Agora, vamos partir para uma pequena retrospectiva do que foi feito com Zé Carioca nas últimas décadas!

Durante a década de 80, uma controversa decisão é tomada pela Editora Abril, responsável pelas histórias com o personagens, que eram (dos anos 50 até 2001) produzidas no Brasil e exportadas para todo o mundo. Reformular o visual do personagem, abandonando as roupas clássicas de malandro, para uma modernização de seu estilo. A princípio, Zé passou a usar calça jeans e camiseta branca, look que depois foi trocado para calça jeans, camiseta amarela e boné vermelho virado para trás. Na minha opinião, apesar de preferir o visual clássico, este estilo mais recente é uma boa roupagem para épocas mais contemporâneas e não prejudica o personagem.

Em 1988, "Uma Cilada para Roger Rabbit" revolucionou, misturando animação com filmagens live-action. E, como o roteiro se propunha a homenagear grandes ícones dos desenhos animados, dezenas de personagens fizeram aparições no filme, como Pernalonga e Mickey (cena que já foi mostrada em um post anterior, clique aqui para ver). E adivinha quem também aparece, em uma cena ao lado de vários outras lendas dos desenhos? Pois é! Zé Carioca aparece por poucos segundos ao lado de Patolino, Droopy, Pinóquio, Papa-Léguas e Pateta, entre outros! Infelizmente não está disponível nenhum vídeo desta cena, mas ao lado você pode ver a imagem (clique aqui para ampliar e ver a cena completa).

Como Zé é um típico brasileiro, pelo menos no que diz respeito à paixão pelo futebol, nada mais justo do que uma saga mostrando este aspecto. E foi assim em 1994, quando "Zé na Copa", história dividida em várias edições, mostrou o personagem embarcando junto com seus amigos e com a seleção brasileira para disputar a Copa do Mundo de Futebol nos Estados Unidos. Em todos os capítulos, uma partida da competição era disputada, com o time contando com jogadores reais da época sendo satirizados. Uma série muito marcante, que vale a pena pesquisar para conhecer ou reler!

Dois anos depois, em junho de 1996, acontece uma das aparições mais inusitadas e interessantes do personagem. Zé Carioca ganha um talk show na Rede Globo! Pois é, nascia assim o "Disney Club" (nada a ver com o programa homônimo do SBT, com a TV CRUJ). Neste quadro, exibido dentro da "TV ColOsso", Zé aparecia em forma de boneco e recebia personalidades para uma entrevista. Passaram por lá famosos como Angélica, Sandy & Júnior e Renato Aragão. Além da entrevista, o papagaio fazia piadas, lia cartas do público e ancorava o conteúdo produzido pela Disney que exibido no programa. Por exigência da empresa de Mickey, o boneco foi confeccionado em Los Angeles, usando materiais como látex, fibras de vidro e carbono e tecidos que imitavam penas. Infelizmente o quadro não durou muito tempo, pois o programa foi extinto em janeiro do ano seguinte. Porém, encontrei um material bem raro, contendo uma das edições do talk show, onde Zé entrevista o jogador Romário! Reveja a seguir:



Já em 2001, veríamos a ave no programa "House of Mouse", produção do Disney Channel exibida também aqui, com o nome de "A Casa do Mickey Mouse". E o mais legal é que o quadro em que Zé apareceu foi um revival dos Três Cavaleiros. Na esquete, Mickey precisa convencer Donald a fazer uma apresentação, e para isso, pede a ajuda dos velhos amigos do pato, chamando Zé e Panchito para um reencontro, que termina em um animado número musical:



Atualmente, Zé também pode ser visto no Epcot Center, parte do complexo da Disneyworld em Orlando, Flórida. Para quem não sabe, este setor do parque é composto de pavilhões que representam a cultura de certos países. Infelizmente, não existe um para o Brasil (o que eu acho bem absurdo, aliás...). E Zé Carioca acaba sendo inserido no pavilhão mexicano, ao lado de Panchito. Apesar de muitos julgarem um desrespeito e uma certa generalização (afinal, brasileiros não falam espanhol, não usam sombreiros e etc), eu acho que, pelo menos, é um modo de podermos ver o personagem inserido no parque. Ao lado, você confere o boneco que anda pelas instalações do Epcot Center e abaixo vê um vídeo com um passeio pela "Gran Fiesta Tour", atração mexicana do complexo, onde os Três Cavaleiros atacam novamente:



Ao lado, você confere uma das poucas vezes em que Zé Carioca ganhou um brinquedo. Ao contrário da grande maioria dos personagens da marca, Zé e Panchito nunca foram muito explorados em produtos licenciados, o que é um grande erro, pois o Brasil e o México (e toda a América Latina, na verdade) são imensos mercados consumidores e receberiam com muita empolgação produtos com seus personagens símbolo. A imagem mostra a série de pequenas estátuas produzidas pela Disney no ano de 2005, para comemorar o cinquentenário de "Você Já Foi à Bahia?". Foram produzidas apenas mil unidades, o que torna o produto ainda mais raro. Com isso encerramos o Dossiê ColorScreen - Zé Carioca e seus 70 anos de história!

Para mim, que gosto bastante das produções Disney, é algo bem legal pesquisar e falar sobre Zé Carioca. Na verdade, não acho exatamente algo bom o fato de que a principal característica do personagem seja o "jeitinho brasileiro", tentar viver a vida sem esforço, com a típica malandragem. Isso, na verdade, me incomoda de certa maneira no personagem. Diversos desenhistas estrangeiros, como Don Rosa, mestre dos quadrinhos da Disney, também pensam assim, e tentam dar um caráter um pouco mais esforçado ao personagem (o que também é legal, não o descaracteriza muito, como poderia acontecer). Porém, não é nada que estrague ou me faça curtir menos o papagaio, pelo contrário, na verdade (acho que, para fins ficcionais, isso torna as histórias bem divertidas).

Eu gosto muito dos longas metragem com o personagem, vi inúmeras vezes ambos, e também sempre li quadrinhos Disney, desde muito cedo. E o gibi dele sempre foi um destes. A única coisa ruim é a pouca valorização do personagem nos últimos tempos. Mas esperemos que, com a valorização do Brasil no cenário mundial, Zé Carioca possa ganhar maior destaque, retornando a uma posição importante, com novos desenhos, quadrinhos e muito mais!

E você? Qual sua opinião sobre o personagem? Compartilhe suas lembranças!


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dossiê ColorScreen: Zé Carioca, 70 anos de história!

Criado nos anos 40, aos poucos se tornou um símbolo de nosso país, resistindo através das décadas como um dos ícones Disney para a América Latina. É claro que estou falando de Zé Carioca que, às vesperas de completar 70 anos, merece ser homenageado com todas as pompas e honras! E é por isso que ele acaba de ganhar um especial! Esse é o Dossiê ColorScreen - A história de Zé Carioca!

Atenção: esta é a primeira parte do Dossiê, fique atento para a continuação, em breve!

Agora, antes de começar, vou explicar o motivo deste post. Além do blog ter ficado de férias em janeiro, devido à minha falta de tempo (faço tudo sozinho no ColorScreen, sou o único autor aqui), motivo pelo qual resolvi compensar e fazer um artigo bem completo, um post sobre o Zé Carioca já era uma obrigação há muito adiada. Afinal, um personagem Disney que representa nosso país tem que ser tratado com muito carinho, não é? E também, neste mês, comemora-se o cinquentenário da revista solo de Zé, lançada em janeiro de 1961. Então, vamos ao post!

No começo dos anos 40, em um período pré-guerra, os Estados Unidos buscavam criar laços de amizade com os países do continente americano. O foco do post nem é político, por isso não me aprofundarei muito nessa questão. Porém, algo que devemos notar é que uma dessas ações foi o envio de Walt Disney e seus artistas para uma viagem de cortesia através de diversos países, inclusive o Brasil. Durante a visita, feita no ano de 1941, Disney criou diversos personagens com características de determinados locais, assunto que vamos falar mais adiante. Porém, o que deu mais certo foi um certo papagaio.

Em visita ao Rio de Janeiro, o artista se inspirou nas piadas de papagaio, muito frequentes na época e também na figura do malandro, tradicional na cidade, para criar o primeiro personagem Disney do Brasil, o esperto Zé Carioca, ou Joe Carioca, no original. Vestido com trajes típicos dos adeptos da malandragem, como chapéu, gravata e acessórios como o típico guarda-chuva e um charuto (que, na verdade, é muito mais típico da América Central), ele se caracterizava (o que continua até hoje) por acreditar muito no chamado "jeitinho brasileiro", tentando sempre se dar bem tendo o mínimo possível de esforço e trabalho.

Ao contrário do que a maioria acredita, a estréia de Zé não foi no cinema. Primeiro, ele apareceu numa tira nos jornais americanos, em 1942. Aí nascia seu universo nas ruas cariocas, com a criação de sua namorada Rosinha, seu sogro Rocha Vaz e seu amigo, o urubu Nestor. Depois, ele ganhou diversas participações em revistas nos EUA, apesar de seu lançamento oficial se dar em 1943, nas telas do cinema.

Em "Alô, Amigos!", o tour de Disney pela América do Sul chegou aos cinemas, em um filme que mostrava quatro segmentos diferentes, com diversos aspectos da região. Vemos Pato Donald explorando o Lago Titicaca (Peru e Bolívia), um pequeno avião se aventurando nas montanhas do Chile, Pateta encarnando um gaúcho na Argentina e finalmente, a estréia oficial do papagaio. No segmento "Aquarela do Brasil", que finaliza o filme, Zé Carioca se encontra com Donald, em um passeio pelas ruas boêmias e pelos pontos turísticos do Rio de Janeiro. O filme merece um post exclusivo, portanto não vamos se aprofundar neste assunto agora. Mas, abaixo, veja uma sequência da clássica animação:



Nascia um astro. Um dos melhores contrapontos ao estilo estressado e norte-americano do Pato Donald, Zé Carioca era um coadjuvante perfeito para o pato. Então, nada melhor que uma continuação, agora com mais elementos que fizeram sucesso no filme anterior! Em 1945, era lançado o filme "Você Já Foi à Bahia?". Dessa vez, a dupla ganhou mais um amigo, justificando o título original, "The Three Caballeros". Era o galo mexicano Panchito. Entre outras histórias, com personagens de países como Uruguai e a Argentina, o foco é para os três amigos, que visitam o Brasil e o México, se divertindo com estrelas musicais como Aurora Miranda (irmã de Carmen) e firmando um forte laço de amizade ao compartilhar aspectos das culturas locais. Confira o trailer original desta produção abaixo:



Essas duas animações são clássicos absolutos, muito famosas aqui no Brasil. Porém, há uma terceira aparição do personagem, não tão divulgada por aqui, no longa "Tempo de Melodia", de 1948. Diferentemente dos outros, esta obra não era parte do retrato das Américas, tema principal dos anteriores. Na verdade, "Melody Time" se propunha a ser um novo "Fantasia", ou seja, uma grande homenagem às artes e principalmente à música, porém em uma abordagem mais contemporânea. Desta vez, Zé não protagoniza o filme, que também é composto de várias partes. O papagaio e Donald (sem Panchito) aparecem em uma única parte, ao lado do pássaro Aracuã. Confira integralmente "A Culpa é do Samba!", o segmento com Zé e Donald, a seguir:



Assim, acabava, infelizmente, o período de participações de Zé Carioca nos cinemas. Porém, nada estava perdido! Em 1950, uma certa Editora Abril começaria a publicar os quadrinhos Disney no Brasil, com a lendária "Pato Donald #1". E quem roubava a cena, logo na primeira edição? Pois é. Em uma arte produzida pelo argentino (vejam que ironia!) Luis Destuet, Zé se divertia ao lado de Donald. E foi assim, na revista do pato, que o papagaio foi se tornando ainda mais popular no Brasil.

Sua revista solo só seria lançada em janeiro de 1961. No começo, Zé teoricamente morava em Patópolis, pois contracenava com Mickey, Pateta, Tio Patinhas e outros (muitas vezes, as histórias eram copiadas diretamente das obras norte-americanas, com o Pato Donald sendo apagado e Zé Carioca sendo desenhado por cima; daí surgiram os sobrinhos dele, Zico e Zeca, para substituir os sobrinhos do pato). Com o tempo, diversos artistas passaram por esta publicação, cada um contribuindo um pouco para moldar a personalidade desta peculiar figura, dando um caráter exclusivamente brasileiro a ele, como na criação da Vila Xurupita, favela em que as histórias começaram a ser ambientadas.

Mas o principal a dar vida a este personagem foi o gaúcho Renato Canini, que a partir de 1971, ampliou muito o universo do personagem. Ele é responsável, entre outras coisas, por criar a família do papagaio (como o primo Zé Paulista, a antítese dele, viciado em trabalho), os amigos Pedrão e Afonsinho, a agência de detetives Moleza (em que Zé ensaia trabalhar) e a ANACOZECA (a Associação Nacional de Cobradores do Zé Carioca, de quem ele vive fugindo), entre outros. Pelas mãos do também genial Ivan Saidenberg, nascia uma paródia do Batman na visão de Zé, seu alter-ego, o Morcego Verde. Todos estes elementos se tornaram clássicos e são imprescindíveis nas tramas do personagem!

Aqui acaba a primeira parte do Dossiê ColorScreen - Zé Carioca! No próximo post, a continuação, com a reformulação de Zé nos quadrinhos, o quadro dele na TV ColOsso, a volta dos Três Cavaleiros na TV norte-americana, a aparição de Zé em "Uma Cilada para Roger Rabbit" e muito mais!

E você, gosta do Zé Carioca? Acompanhou as animações, leu os quadrinhos? Comente!

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dossiê Disney: fazendo história em seus 50 filmes!

O mais tradicional e competente produtor de animação da história. Essa é uma boa maneira de se referir aos Estúdios Disney. Desde os anos 30, com uma ousada iniciativa, a empresa revolucionou a história dos desenhos animados e também do cinema, com suas animações em longa metragem, caracterizadas por alto nível técnico. Agora, com o lançamento em terras norte-americanas da nova produção, "Enrolados", um marco histórico é atingido. Portanto, acho que é uma boa hora para uma pequena homenagem! A seguir, mais um Dossiê ColorScreen, onde vamos relembrar os cinquenta filmes animados da Walt Disney Pictures!

No meio da década de 30, o criador, animador, empresário e artista Walt Disney já era reconhecido há quase uma década por seus curtas de animação, exibidos no cinema, com duração de 5 a 10 minutos e estrelados por seus clássicos personagens, como Mickey, Donald e Pateta. Uma das principais marcas de sua personalidade era a busca pelo impossível, uma obcessão pela perfeição e inovação, querendo sempre fazer mais e mais, quebrando barreiras no mercado e na sociedade. Então, essa produção decurtas ainda não era o bastante, e Walt resolveu dar um enorme passo em relação ao futuro: produzir o primeiro desenho animado em longa metragem.

Com isso, Walt colocou toda sua reputação e todo seu grupo em risco, resolvendo investir valores absurdos para a época e criando tecnologias até então inexistentes para a produção de tal obra. Após três anos e com o orçamento estourado em dez vezes (o inicial era de 125 mil dólares e acabou saindo por 1,5 milhão, valor muito absurdo para a época), em 1937 era lançada a obra prima "Branca de Neve e os Sete Anões". E claro, você sabe, tal esforço compensou. Muitos prêmios, bilheteria colossal e um lugar muito merecido como o maior estúdio de animação do planeta.

Então, a Disney seguiu inovando, e enfrentando diferentes fases no mercado. No começo dos anos 40, foram realizados filmes muito especiais para nós, brasileiros. São "Alô, Amigos" (1942) e "Você Já Foi à Bahia?" (1944), que contam com a presença de Zé Carioca, contracenando com Donald e com o galo mexicano Panchito. Após o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os recursos eram escassos, o que ocasionou a redução de orçamento para os filmes, resultando em obras mais simples, porém com a mesma qualidade. O que mudava, basicamente, eram que os longas começaram a ser compostos de diversas histórias pequenas, divididas em clipes, o que facilitava a produção. Um exemplo desta fase é "Tempo de Melodia", de 1948.

Porém, a década de 50 marcou a volta por cima! Em 1950, um dos maiores sucessos de todos os tempos foi produzido: "Cinderela". Então, começava uma era de ouro para os estúdios, que produziram nesta mesma época outros clássicos, como "Alice no País das Maravilhas", (1951) "Peter Pan" (1953) e "A Bela Adormecida" (1959), entre muitos outros. Isso durou até o final da década de 70, sendo "Bernardo e Bianca" (1977) o último desta boa fase.

Uma fase sombria se aproximou da empresa nos anos 80. Causada por vários fatores ligados ao conglomerado como um todo, uma crise financeira abalou a Walt Disney Pictures, que quase viu seu setor de animação fechar, após desempenhos fracos de filmes como "O Caldeirão Mágico", de 1985. Mas claro, isso não ficaria assim. Em 1988, uma "Pequena Sereia" conseguiu recuperar as bilheterias do estúdio, abrindo sequência para a nova era de ouro, com "A Bela e a Fera" (1991), "Aladdin" (1992), "O Rei Leão" (1994), "Pocahontas" (1995), "O Corcunda de Notre Dame" (1996), entre outros clássicos instantâneos.

Desde então, a Disney tem se fortalecido com os filmes da Pixar, que não estão inclusos nesta relação. Mas também tem voltado a investir em animação tradicional, como em "A Princesa e o Sapo", do ano passado, com a primeira princesa negra do estúdio. E também em "Enrolados", lançado nesta semana nos EUA e que chega ao Brasil em janeiro de 2011, retratando a fábula de Rapunzel. Abaixo, confira um vídeo que a Walt Disney Pictures lançou, com uma incrível retrospectiva de seus cinquenta clássicos!



Quer saber quais são os cinquenta filmes retratados no vídeo? Veja a lista completa abaixo, com a data de lançamento de tais filmes nos Estados Unidos:

Branca de Neve e os Sete Anões (1937) · Pinóquio (1940) · Fantasia (1940) · Dumbo (1941) · Bambi (1942) · Alô, amigos (1942) · Você Já Foi à Bahia? (1944) · Música, Maestro! (1946) · Como é Bom Se Divertir (1947) · Tempo de Melodia (1948) · As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo (1949) · Cinderela (1950) · Alice no País das Maravilhas (1951) · Peter Pan (1953) · A Dama e o Vagabundo (1955) · A Bela Adormecida (1959) · 101 Dálmatas / Os 101 Dálmatas (1961) · A Espada Era a Lei (1963) · Mogli - O Menino Lobo (1967) · Aristogatas (1970) · Robin Hood (1973) · Puff - O Ursinho Guloso (1977) · Bernardo e Bianca (1977) · O Cão e a Raposa (1981) · O Caldeirão Mágico (1985) · As Peripécias do Ratinho Detetive (1986) · Oliver e Sua Turma (1988) · A Pequena Sereia (1989) · Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990) · A Bela e a Fera (1991) · Aladdin (1992) · O Rei Leão (1994) · Pocahontas (1995) · O Corcunda de Notre Dame (1996) · Hércules (1997) · Mulan (1998) · Tarzan (1999) · Fantasia 2000 (1999) · Dinossauro (2000) · A Nova Onda do Imperador (2000) · Atlantis - O Reino Perdido (2001) · Lilo & Stitch (2002) · O Planeta do Tesouro (2002) · Irmão Urso (2003) · Nem Que a Vaca Tussa (2004) · O Galinho Chicken Little (2005) · A Família do Futuro (2007) · Bolt - Supercão (2008) · A Princesa e o Sapo (2009) · Enrolados (2010)

Eu sou muito fã de praticamente tudo que a Disney faz, para ser sincero. Não assisti aos últimos lançamentos, mas sempre as criações do estúdio terão lugar nas minhas preferências. Então, fico bem contente de ver que os Estúdios Disney continuam ativos, com o mesmo esmero de produção e de criatividade dos áureos tempos de Walt Disney. Acho a trajetória da empresa muito admirável, sempre criativa e com alta qualidade.

Talvez, por ter crescido nos anos 90 (nasci em 1986), algumas das minhas produções Disney preferidas são desta época, como "O Rei Leão" e "Alladin". Mas também gosto de muitas outras, como "Fantasia", "Alice no País das Maravilhas" e "Peter Pan". E você? Quais são os seus desenhos favoritos? Também é fã da Disney?

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dossiê ColorScreen: Pernalonga 70 Anos - parte 2!

Como você já deve saber, recentemente Pernalonga completou 70 anos de existência. E claro que o ColorScreen não poderia deixar de fazer uma homenagem a este personagem tão importante para a cultura pop mundial. Então, o coelho ganhou seu Dossiê, dividido em duas partes! Para ler a primeira parte, com as origens, influências na criação, primeiras décadas da carreira e muito mais, clique aqui! A seguir, a segunda parte do Dossiê ColorScreen: 70 anos de Pernalonga!

Após décadas de história, Pernalonga continuava no auge. Sua imagem continuou sendo muito utilizada em comerciais, jogos eletrônicos, histórias em quadrinhos e muitos, muitos produtos como bonecos, bichinhos de pelúcia, chaveiros, bonés, camisetas, cadernos, enfim, uma infinidade de lançamentos, em um nível que poucos personagens alcançariam. Sua importância era tamanha que o logo da Warner Bros. passou a levar a imagem do coelho anexada. Então, a partir do fim dos anos 80, o coelho voltaria a atacar nos cinemas!

Em 1988, aconteceria um encontro esperado há mais de cinco décadas pelos fãs de animação. No filme "Uma Cilada Para Roger Rabbit", o produtor Steven Spielberg conseguiu algo improvável: obter os direitos junto à Disney e à Warner Bros. para fazer o impensável, colocar Mickey Mouse contracenando com Pernalonga! Ambos, que foram os primeiros personagens animados a ter uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, aparecem em uma cena, onde estão caindo de paraquedas, ao lado do personagem Eddie Valiant, vivido pelo ator Bob Hoskins. Além disso, há outra cena, onde os patos Donald e Patolino também contracenam. O filme é muito bom, para quem não conhece, procure assistir! Abaixo, a cena que entrou para a história:



Mesmo estando há um bom tempo sem estrelar um desenho próprio, o personagem continuava em evidência. No ano de 1990, voltou ao ar como coadjuvante de uma nova geração de personagens, em "Tiny Toon", onde era literalmente o mestre de novos personagens de humor, sendo treinados para se juntar aos Looney Tunes no panteão da comédia em animação. Pernalonga tinha pupilos como Perninha e Lilica, coelhos jovens que se inspiravam nas lições do professor veterano.

Alguns anos mais tarde, em 1996, Pernalonga estrelou "Space Jam - O Jogo do Século" ao lado do jogador de basquete Michael Jordan; o sucesso do filme ajudou ainda mais a consolidar a imagem do astro animado junto às novas gerações. Em 2003, uma nova investida no cinema, com "Looney Tunes: De Volta à Ação", onde o coelho e os outros personagens interagiam com atores, como o comediante Brendan Fraser. Infelizmente, este lançamento não alcançou nem o valor de produção (custou 80 milhões de dólares e rendeu só 68 milhões), o que, na época, sepultou futuros planos de cinema para o personagem. Abaixo, relembre o filme de 2003, vendo o trailer:



Outra honra conquistada pelo coelho foi o fato de ser o primeiro personagem de animação a aparecer em um selo do tradicional Serviço Postal dos EUA em uma decisão que desagradou alguns colecionadores, mas fez enorme sucesso, vendendo milhões de exemplares, e consagrando tal lançamento como um dos selos mais vendidos de toda a história. Ao lado você pode ver o design do selo, lançado em 1997 e disputado até hoje por afficionados pelos Looney Tunes.

Também nos anos 2000, o personagem estrelou outras produções para televisão. Em "Baby Looney Tunes" (2002), era retratado em uma versão bebê, ao lado dos outros personagens clássicos. Tal série durou três anos e fez um grande sucesso em termos de licenciamento e audiência. Já em "Lunáticos à Solta" (2005), as figuras clássicas da animação foram remodeladas para uma abordagem futurística (na verdade, os personagens deste desenho eram descendentes dos clássicos Looney Tunes; o plano original era usá-los, mas protestos de fãs mudaram esse conceito, e tais personagens se tornaram descendentes). Esta série não fez tanto sucesso, e durou apenas dois anos. Abaixo, confira as reinterpretações do coelho na versão infantil e futurista:


Há alguns meses, foi anunciada uma nova versão dos Looney Tunes, chamada "The Looney Tunes Show", em que Pernalonga e Patolino morarão juntos em uma casa, dividindo a vida com outros personagens clássicos. O traço dos personagens foi renovado e a abordagem promete ser um pouco diferente, um pouco mais moderna. O programa estréia ainda em 2010 no Cartoon Network dos EUA. Eu estou ansioso para ver o resultado disso, e na verdade, nem sei muito o que esperar, mas tomara que seja algo legal, bem feito e respeitoso com os desenhos clássicos! Veja o novo visual dos protagonistas:

Assim pudemos ver um pouco da trajetória de 70 anos do Pernalonga na cultura pop, contribuindo muito com a arte da animação e se posicionando como um dos personagens mais importantes de todos os tempos! É claro que muita coisa precisou ficar de fora, mas espero que você tenha gostado! Para mim, apesar de não ser meu personagem preferido, o coelho também é um dos meus favoritos, e merece todas as homenagens! E você, o que acha do Pernalonga?

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dossiê ColorScreen: Pernalonga 70 Anos - parte 1!

Pernalonga. Um ícone da cultura pop. Esse é um bom jeito de definir a importância do coelho símbolo dos universo a que pertence, os Looney Tunes e também símbolo da empresa que representa, a Warner Bros. Escolhido pela conceituada revista norte-americana TV Guide como o "maior personagem animado de todos os tempos", o personagem completou 70 anos nesta semana! Portanto, nada mais merececido do que conhecermos um pouco de tudo que o personagem fez ao longo do tempo! A seguir, a primeira parte (de duas) do Dossiê ColorScreen, com as sete décadas de história de Pernalonga!

(Atenção: como a trajetória do personagem é muito extensa, dividi o Dossiê em duas partes, essa é a primeira, com as origens e as primeiras décadas do personagem! Veja a continuação clicando aqui).

No final dos anos 30, a animação estava em alta. Era a chamada "Era de Ouro", onde personagens clássicos como Mickey Mouse, Gato Félix e Popeye surgiram e se tornaram enormes sucessos nas telas dos cinemas, geralmente sendo exibidos antes do filme principal. Então, a Warner Bros. também passou a investir nessa área. Em 1938, pelas mãos do genial Tex Avery (um dos maiores criadores de animação de todos os tempos, pai também de Patolino, Droopy, Picolino, Hortelino Troca-Letras e muitos outros), nascia Happy Rabbit, um coelho branco, com personalidade maluca, praticamente com as mesmas características de Patolino (criado um ano antes). Ao lado, você vê o visual do personagem.

Happy Rabbit apareceu em alguns poucos desenhos nos anos de 1938 e 1939, tendo sua criação influenciada pelo coelho Max Hare (foto ao lado), criação dos Estúdios Disney e protagonista de alguns curtas da série "Silly Symphonies" (um dos desenhos que ele participa é aquele que sempre passava na TV por aqui, em que o coelho compete com uma tartaruga em provas esportivas). O personagem logo ganhou a voz de Mel Blanc, lenda da dublagem norte-americana, que dublou Pernalonga (e a maioria dos Looney Tunes) por cinco décadas. A voz feita por Blanc era uma mistura dos sotaques dos bairros nova-iorquinos do Bronx e do Brooklyn.Uma curiosidade: no começo, o coelho tinha uma risada repetitiva e irritante, que acabou sendo transferida para o Pica-Pau, personagem que o artista também dublou, alguns anos depois.

Com o tempo, o design e a personalidade do personagem foi alterada; Pernalonga se tornou mais sarcástico e irônico, porém seu visual foi amenizado, se tornando mais meigo e menos amalucado. Uma das fontes de inspiração foi o ator e diretor de cinema Groucho Marx, daonde tirou o jeito ácido e também a forma de segurar a cenoura, tal qual Groucho segurava seu famoso charuto. Seu nome foi modificado para Bugs Bunny, como homenagem a um dos artistas que trabalhou em seu novo visual, Ben "Bugs" Hardaway. Então, em 27 de julho de 1940, o personagem estreava de maneira oficial, ao lado de Hortelino, que seria um dos seus mais famosos antagonistas, na ânsia de caçar o "toelhinho". Era o curta "A Caçada Maluca"/"A Wild Hare", onde o personagem também falaria pela primeira vez o seu mais famoso bordão: "Que que há, velhinho?" ("What's Up, Doc?"). Acompanhe a animação abaixo:



Com o enorme sucesso desta animação, os diretores do setor de animação da Warner Bros. resolveram transformar o coelho em personagem fixo dos curtas do estúdio. Logo a Segunda Guerra Mundial tomaria as atenções do mundo, e esse acontecimento acabou servindo como trampolim para o estrelato para vários personagens de animação, que cumpriam um valoroso dever: distrair o povo norte-americano, desviando um pouco o foco do clima de guerra, e elevando a moral da população. Em certos episódios, o coelho (assim como diversos outros personagens da época) era mostrado enfrentando soldados nazistas e japoneses e desmoralizando figuras inimigas, como o próprio Hitler. Esse é o caso de "Herr Mets Hare", desenho de 1945, onde Pernalonga engana um soldado nazista, se passando por Hitler, e acaba encontrando o próprio comandante do Eixo, além de se passar por Joseph Stalin. Esse curta, raro de se encontrar, você assiste a seguir:



Em seus diversos curtas, sempre ao lado de personagens como Hortelino, Eufrazino Puxa-Briga, Patolino, Marvin o Marciano, Gaguinho e muitas outras figuras clássicas do universo animado da Warner Bros. Um dos seus filmes mais aclamados é "O Que é Ópera, Velhinho?"/ "What's Opera, Doc?", de 1957. Nesta paródia da ópera "O Anel dos Nibelungos", de Wagner, Hortelino encarna o semi-deus Siegrfied, se apaixonando pela versão de Pernalonga travestido como Brünnhilde.

Esta produção alcançou um status nunca antes obtido por uma obra dessa mídia, sendo o primeiro desenho a ser considerado "significante culturalmente" pela Biblioteca do Congresso Norte-Americano e escolhido para ser preservado no Registro Nacional de Cinema, entidade daquele país que preserva obras importantes para a identidade cultural da população. Para assistir o curta, em versão com alta qualidade, clique aqui!

Em 1960, os cartoons do coelho migraram para a televisão, quando a emissora ABC adquiriu os direitos de dezenas de animações produzidas para cinema e passou a exibí-las, no programa "The Bugs Bunny Show", que durou 40 anos na grade do canal, passando por inúmeras variações de horário, título e formato, mas sempre com os curtas do astro. Com isso, o personagem subiu o degrau definitivo para se tornar um dos maiores ícones da história da animação.

No próximo post, a continuação do Dossiê ColorCreen - Pernalonga 70 anos, com as mais recentes aparições do personagem, as diversas incursões do coelho no cinema, a sua carreira nas últimas décadas, seu primeiro encontro com Mickey Mouse, a nova série do coelho e dos Looney Tunes que estréia ainda em 2010 e mostrará os personagens de maneira diferente e muito mais! Para conferir, clique aqui!

Eu sempre gostei muito do Pernalonga. Talvez não ache o coelho o melhor personagem de todos os tempos, mas certamente um dos melhores! E você? Gosta do personagem?

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Especial Copa 2010: Dossiê ColorScreen Pelezinho!

Quem gosta de futebol (ou pelo menos viveu no planeta Terra nas últimas décadas), sabe a importância do brasileiro Edson Arantes do Nascimento. Eleito Atleta do Século, considerado o Rei do Futebol e levando muitos outros títulos e homenagens, Pelé é uma unanimidade. Além de ter sido um atleta impecável, o mineiro sempre se engajou em projetos sociais, beneficentes e de ajuda ao próximo, o que o mantém, quase 40 anos após seu último jogo de futebol, como uma celebridade mundial.

Então, continuando nosso Especial Copa do Mundo, nada melhor que relembrar um aspecto bem interessante da carreira do atleta: sua versão nos quadrinhos! A seguir, mais um Dossiê ColorScreen, relembrando a história do personagem Pelezinho!

Nos anos 70, Mauricio de Sousa se tornou amigo de Pelé e, com o tempo, diversas idéias foram surgindo nas ocasiões em que ambos se encontravam, geralmente em viagens. Até que, em um avião, em que ambos voltavam da Itália, surgiu o plano de lançar um personagem baseado no jogador, capitaneado pela equipe de Mauricio, já muito bem sucedido com as publicações da Turma da Mônica. No começo, Pelé considerava a hipótese do personagem ser uma espécie de super herói futebolístico, inspirado em sua imagem atual (então jogador do New York Cosmos). Mas, com o tempo, o desenhista conseguiu convencê-lo das vantagens de usar sua imagem em uma visão infantil, para atingir todo tipo de público. E assim nascia um grande sucesso!

Baseando-se nos depoimentos do jogador, Mauricio foi desenvolvendo um universo próprio para o personagem, que viveria cercado de crianças, criadas com base em figuras da infância do próprio Pelé, como o seu melhor amigo Cana Braba, sua primeira namorada Neuzinha, o goleiro Frangão, a árabe Samira, o cãozinho Rex e muitos outros. E, claro, as histórias teriam grande presença do tema futebol, pois como o jogador, Pelezinho era um fanático pelo esporte, e vivia se divertindo nos campinhos de seu bairro. Relembre alguns dos personagens na imagem abaixo:


O personagem estreou em tirinhas de jornal e produtos licenciados no ano de 1976, e ganhou o mundo dos quadrinhos no ano seguinte, se tornando um sucesso instantâneo. Sua revista solo durou até o ano de 1982, mas Pelezinho ainda fez aparições em almanaques e publicações especiais até 1990, inclusive em uma versão adolescente, como você vê na imagem ao lado. Depois, por desacordos comerciais, a parceria de Mauricio e Pelé acabou e nunca mais tivemos nada publicado usando o personagem. Recentemente, o desenhista tentou emplacar Pelezinho como mascote da Copa 2014, a ser realizada em nosso país, mas aparentemente, não teve sucesso nesta iniciativa.

Vale lembrar que o argentino Diego Maradona também foi inspiração para outro personagem de Mauricio de Sousa, nos mesmos moldes do Pelezinho. Mas a iniciativa não deu certo. Conheça a história do projeto "Dieguito Maradona" visitando este post. E, atualmente, Ronaldinho Gaúcho também tem uma revista no mesmo estilo, produzida também pelos Estúdios Mauricio de Sousa, que faz sucesso em muitos países pelo mundo, porém aqui não tem o mesmo destaque que Pelezinho um dia teve.

Eu, quando era mais novo, tive acessos a vários gibis do Pelezinho e sempre gostei bastante do personagem, acho que Pelé caiu como uma luva para o universo do criador da Turma da Mônica. E você, gostava dos gibis? Sente saudades do personagem?

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Onde está Carmen Sandiego? Aqui no ColorScreen!

Carmen Isabella Sandiego, ou simplesmente Carmen Sandiego. O que esse nome significa para você? Se você assistia desenhos animados nos anos 90, provavelmente lembra da ladra mais famosa da década! Com seu sobretudo vermelho, seu chapéu fedora e sua misteriosa e sombria personalidade, a personagem foi destaque em diversas mídias e ganha agora seu Dossiê ColorScreen!

Sua primeira aparição se deu em uma série de games, iniciada pelo jogo para computador "Where in the World is Carmen Sandiego?", lançado em 1985. De caráter educacional, o jogador se tornava parte da agência de detetives ACME era estimulado a decifrar enigmas baseados em história e geografia, inseridos em dezenas de localidades ao redor do mundo, como você pode ver neste vídeo. Tal problemas eram voltados para solucionar algum crime praticado por Carmen e sua organização V.I.L.E. (geralmente roubo de alguma mercadoria rara) e tentar prender a fugitiva, objetivo final do jogo. Ao longo dos anos, o foco da série se expandiu para outras áreas do conhecimento (como gramática e matemática) e dezenas de outros jogos foram lançados (confira a lista completa aqui).

Logo após, a franquia foi ampliada para a televisão. A rede educativa PBS lançou dois game shows, ambos seguindo a mesma estrutura dos jogos, onde crianças competiam entre si, respndendo perguntas sobre diversos temas para prender Carmen e concorrer a prêmios. Produzido a partir de 1991, o primeiro foi "Where in the World is Carmen Sandiego?", teve cinco temporadas e consistia em perguntas sobre geografia. Veja abaixo um trecho do programa:



O segundo game show da série foi uma variação do anterior, porém focado em perguntas sobre história. Lançado em 1996, "Where in Time is Carmen Sandiego?" durou duas temporadas e fez relativo sucesso. Assista abaixo a abertura do programa:



Apesar de alguns dos jogos da série terem feito relativo sucesso aqui no Brasil, na metade da década de 90, o maior sucesso da franquia foi o desenho! Produção de 1994, para o canal FOX americano, ""Em que lugar da Terra está Carmen Sandiego?" ou simplesmente "Carmen Sandiego", foi um dos maiores hits dos anos 90. O desenho transportava o mundo dos games para a animação, misturada com cenas em live-action, e marcou época para toda uma geração!

Ao início de todo episódio, como nos jogos, Carmen roubava alguma peça de valor histórico e fugia. Logo, os irmãos detetives Zack e Ivy eram contatados por Chefe (visto na imagem ao lado). uma entidade virtual da agência ACME, que os guiava por uma caçada através do mundo para recuperar a peça roubada, através de pistas deixadas intencionalmente pela ladra. A cada escala em alguma cidade do mundo, rápidas e interessantes lições de história e geografia eram dadas aos detetives (e claro, também aos espectadores), contando um pouco sobre a história e as características do lugar mostrado; o Brasil foi retratado em pelo menos um episódio da série. Ao fim de cada episódio, em referência à origem nos videogames, um ator era mostrado; era o "jogador", que assistia o desenrolar da trama em frente a um computador e trocava mensagens com Carmen Sandiego.

A série durou 4 temporadas, tendo 40 episódios e por aqui foi exibido inicialmente na Globo, nos programas "TV Colosso" e "Angel Mix", e depois pelo SBT, no "Disney Club", além da Fox Kids. Para matar a saudade do desenho, cuja protagonista era dublada pela excelente Mariângela Cantu, confira abaixo a abertura em português:



Mesmo após longos anos sem exibições no Brasil, Carmen Sandiego ainda está na lembrança de toda uma geração, pronta para resolver os enigmas deixados pela espiã! Eu gostava muito da animação, lembro muito bem dos personagens, e acho bem interessante a mistura de diversão com conhecimento, proporcionada pela série! E você, se lembra do desenho?

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dossiê ColorScreen: Alvin e os Chipmunks!

Um dos maiores sucessos atuais do show business. Essa é uma boa maneira de definir o grupo de três irmãos esquilos cantores, "Alvin e os Esquilos", cujos filmes foram hits nos anos de 2007 e 2009. Mas sabia que essa história já tem 51 anos? Vamos conhecer um pouco do grupo a seguir, em mais um Dossiê ColorScreen!

Tudo começou no ano de 1958, quando o multi artista Ross Bagdsarian (cantor, compositor, pianista, ator e produtor musical) resolveu dar uma reviravolta em sua carreira. Até então, havia obtido certo sucesso na área musical, mas nada de muito destaque. Usando o nome artístico de David Seville, criou um grupo de esquilos cantores, que causariam uma reviravolta em sua vida.

O grupo, nomeado como "Alvin and the Chipmunks" era composto por três irmãos esquilos com temperamentos bem diferentes. Enquanto o líder da banda, Alvin, era esquentado, briguento e de personalidade forte, Simon era o intelectual e tímido do grupo e Theodore era o caçula, dengoso e ingênuo. Usando uma então revolucionária tecnologia de alteração de rotação nas músicas, Bagdsarian fazia todas as vozes dos personagens. Em pouco tempo, a banda atingiu enorme sucesso, indo parar no topo das paradas musicais mais notáveis dos EUA, como o ranking da Billboard!

Com a repercussão dos personagens, logo a turma de esquilos ganhou uma série animada. Em 1962 estreava "The Alvin Show", onde diversas músicas dos LP's eram interpretadas pelos personagems em animação! Os irmãos contracenavam com o próprio criador, que interpretava o papel de David, pai adotivo dos Chipmunks, além de fazer todas as vozes dos esquilos. Abaixo, um clipe do desenho, com o primeiro sucesso do grupo, "The Witch Doctor", que ganhou inúmeros remixes e versões ao longo do tempo, além de um Grammy pela inovação da obra:



A série durou dois anos e os personagens continuaram sendo sucesso com suas músicas, até que em 1972, Ross Bagdsarian sofria um infarto, falecendo precocemente aos 52 anos. Então, suas criações ficaram em inatividade por algum tempo, até que anos mais tarde, em 1983, viria uma nova injeção de sucesso! Sob a tutela de Ross Bagdsarian Jr., o novo desenho animado do grupo seria lançado.

"Alvin and The Chipmunks" conseguiu revitalizar a franquia! A série duraria sete anos, sendo exibida pelo canal NBC; e, ao longo de tantas temporadas, sofreria algumas alterações. As primeiras fases mostravam a convivência dos esquilos com seu pai adotivo David, além de personagens como suas namoradas Brittany, Jeanette e Elanor. Em sua última temporada, a série foi renomeada como "Chipmunks Go to The Movies", e passou a focar em sátiras de sucessos de Hollywood. Abaixo, você confere a abertura dessa temporada, com paródias de filmes como "Indiana Jones", "Tubarão", "Batman" e "Star Wars", entre outros:



A versão anos 80 do grupo fez enorme sucesso em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil, quando foi exibido nos programas "Xou da Xuxa" e "TV Colosso", na década seguinte, com o nome "Alvin e Os Chipmunks". Então, anos mais tarde, como é comum neste mercado, estava na hora de ressucitar de novo a franquia! Para isso, nada melhor que investir em um novo mercado: filmes de Hollywood!

Em 2007, "Alvin e os Esquilos" chegaria aos cinemas, contando a mesma história das séries anteriores. Jason Lee interpretava David, o músico que adota os três irmãos (criados digitalmente) e resolve transformá-los em astros pop. O filme fez um sucesso até inesperado, arrecadando um total de 360 milhões de dólares, seis vezes mais que seu orçamento. Em 2009, viria a sequência, "Alvin e os Esquilos 2", que fez ainda mais sucesso (orçado em 75 milhões de dólares, arrecadou 442 milhões em todo o mundo). Ah, claro, terceira parte da nova franquia já foi anunciada! Será em 3D, lançada pela 20th Century Fox em dezembro de 2011.

Eu ainda não vi os filmes, mas lembro muito bem da série animada dos anos 80. Quando era criança, "Alvin e Os Chipmunks" era um dos meus desenhos preferidos! E você, gosta dos personagens? Lembra do desenho, acompanha os filmes?

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