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quarta-feira, 7 de março de 2012

A parceria musical de Sérgio Mallandro e Chaves!

Um interessante e também inusitado encontro entre grandes ícones dos anos 80. Assim podemos definir a obra abordada a seguir. Resgatando uma música rara, conheça o dia em que Sérgio Mallandro cantou com a Turma do Chaves!

No final da década de 80, o apresentador vivia o auge de sua carreira, se estabelecendo como um ícone para as crianças de então. Isso acontecia principalmente entre os meninos, para os quais seus programas sempre foram mais orientados, ao contrário de artistas como Xuxa e Angélica, que se focavam no público feminino. E, como sinal do sucesso, seu domínio se expandia também para diversos produtos licenciados, como quadrinhos, peças de vestuário e também discos. Claro, afinal Mallandro já havia alcançado a marca de 1 milhão de cópias vendidas, com "Vem Fazer Glu Glu", no ano de 1982.

Então, em 1988, o artistas lançou o LP "Oradukapeta", título que também era usado em seu programa, exibido pelo SBT a partir do ano anterior. Entre as 14 faixas, figurava uma peculiar canção, entitulada simplesmente "Chaves". Pois é! Como fica claro no título deste artigo, a música abordava o clássico seriado de Chespirito. Vale lembrar que na época, ao lado do próprio Mallandro, o personagem mexicano já havia conquistado o seu lugar como outro dos grandes ícones da emissora de Silvio Santos!

Na letra, o príncipe encantado de Xuxa conta as aventuras de um típico dia na vila, citando acontecimentos cotidianos dos episódios da série. E o mais legal: como o elenco original de dubladores ainda atuava em conjunto, sem nenhum falecimento, podemos ouvir as vozes clássicas dos personagens participando da música! Sim, é isso mesmo: Marcelo Gastaldi, Nelson Machado, Carlos Seidl e todos os outros integrantes do casting também estão presentes nesta obra, dando voz (e vida) às suas maiores criações sonoras!

Para conferir a letra, clique aqui. Mas nada melhor do que ouvir, não é? Claro, ouça a seguir esta raridade:



Está música acabou caindo no esquecimento com o passar do tempo, sendo resgatada da memória dos fãs através da internet. Mas, mesmo assim, a canção ainda se mantém bem desconhecida do grande público. Eu mesmo, por exemplo, só tive acesso à faixa através da rede. E você? Já conhecia tal pérola? Comente!

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Top ColorScreen: 60 anos de TV no Brasil - Parte 2!

Como você já deve ter percebido, continuaremos agora nossa homenagem aos 60 anos da Televisão Brasileira! Na primeira parte, relembramos os grandes empresários do setor, criadores e diretores da área, emissoras, jornalísticos, apresentadores e personalidades da TV! Para ver o post, clique aqui!

E agora vamos prosseguir, relembrando de teledramaturgia, humor, programas infantis e muito mais! Então, vamos lá! A seguir, o Top ColorScreen: Ícones dos 60 anos da TV no Brasil - Parte II!

Novela: Beto Rockfeller (TV Tupi, 1968). Até então, as novelas produzidas por aqui seguiam a mesma fórmula de melodrama das novelas latinas em geral, com histórias muito simples e maniqueístas, geralmente situadas em épocas antigas ou lugares exóticos. Então veio "Beto Rockfeller". De criação de Cassiano Gabus Mendes, autoria de Bráulio Pedroso e direção de Lima Duarte e Walter Avancini, a trama contava a história do personagem título, vivido por Luís Gustavo. Beto era um anti-herói, vindo da classe baixa, tentando se infiltrar entre pessoas de classe alta, para conquistar mulheres ricas. A obra foi um marco, criando o estilo brasileiro de telenovelas, que dura até hoje, com diálogos mais informais e cheio de gírias, situações mais corriqueiras e uma proximidade muito maior da realidade do telespectador. A novela teve uma continuação, "A Volta de Beto Rockfeller", também na Tupi, em 1973, mas que não teve tanta repercussão. Menções honrosas: "Irmãos Coragem", "Roque Santeiro", "O Bem Amado", "Laços de Família", "Pecado Capital", "Éramos Seis", "Pantanal", "O Astro', "O Salvador da Pátria", "Vale Tudo", "O Rei do Gado", "Senhora do Destino", "Selva de Pedra", "Anjo Mau", "Estúpido Cupido", "Vigilante Rodoviário" (que nem foi novela, e sim série, mas faz parte de nossa história) e muitas, muitas outras.

Autor de novelas: Janete Clair. A maior autora da teledramaturgia brasileira. Seu maior sucesso foi "Irmãos Coragem" (1970). Autora também de outros marcos absolutos das novelas, como os hits da década de 70 "Pecado Capital", " Pai Herói", "O Astro" e "Selva de Pedra". Janete, que era casada com o também dramaturgo Dias Gomes, ficou conhecida como "maga das oito", por seus altos índices de audiência ("Selva de Pedra" foi a única novela da história a atingir 100 pontos no IBOPE). Faleceu em 1983, deixando inacabada a obra "Eu Prometo", assumida por uma colaboradora que também se tornaria uma grande autora, Glória Perez. Menções honrosas: Dias Gomes, Cassiano Gabus Mendes, Benedito Ruy Barbosa, Gilberto Braga, Manoel Carlos, Bráulio Pedroso, Glória Perez, Ivani Ribeiro, Silvio de Abreu e muitos outros.

Atores: Tarcísio Meira e Glória Menezes. O casal símbolo de nossa teledramaturgia. Contracenaram pela primeira vez em um teletratro da TV Excelsior, em 1961. Dois anos mais tarde, em 1963, já casados na vida real, foram as estrelas da primeira telenovela diária de nossa televisão, "2-5499 Ocupado", também na Excelsior, onde Tarcísio vivia o homem que se apaixona por uma telefonista de um presídio (Glória), só tendo ouvido sua voz, sem saber que a moça na verdade é presidiária. A partir disso, o casal foi consolidando sua posição como a principal parceria da televisão brasileira, tendo contracenado juntos em diversos trabalhos, como a série global "Tarcísio e Glória", de 1988, onde viviam um inusitado casal, formado por um empresário e uma extraterrestre (além de produzir e dirigir o programa). Menções honrosas: Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Regina Duarte, Lima Duarte, José Wilker, Suzana Vieira, José Mayer, Francisco Cuoco, Betty Faria, Antônio Fagundes e centenas de outros atores que fizeram a história de nosso principal produto televisivo!

Infantil: Xuxa. Esse item foi o mais complicado de se escrever. Pessoalmente, minha escolha não seria esta, mas sim a versão clássica do "Sítio do Picapau Amarelo" ou a impecável grade infantil da TV Cultura. Porém, após analisar, cheguei nesta conclusão. Estou colocando a Xuxa como ícone infantil porque, apesar de eu não ser fã, ou nem gostar de seu trabalho, a importância e representividade dela para sua área é inegável. Uma geração toda cresceu sofrendo sua influência; a apresentadora definiu a imagem de programa infantil nas últimas décadas para a maioria da população. Mas este item é o tipo de escolha que se faz baseado no cenário geral, e não no gosto pessoal. Menções muito honrosas: todas as versões do Sítio do Picapau Amarelo, toda a grade infantil da TV Cultura, TV Colosso, Bozo, Teatrinho Trol, Capitão Aza, Vila Sésamo, Pulmann Júnior, Balão Mágico, Globo Cor Especial, Cirquinho do Arrelia, Capitão Furacão, Sérgio Mallandro, Angélica, Eliana, Shazan e Xerife, Agente G, Disney Club e muitos outros!

Humor: Chico Anysio. O maior criador de personagens humorísticos da história da televisão brasileira e quem sabe mundial! Ao longo de seus mais de 50 anos na TV, Chico definiu um gênero bem brasileiro de humor, com personagens inusitados, bordões marcantes e críticas ao cotidiano e à nossa sociedade. A maior estrela do humor na televisão do Brasil! Menções honrosas: Os Trapalhões, A Praça é Nossa, Balança Mas Não Cai, Satiricom, Família Trapo, Planeta dos Homens, A Grande Família, Faça Humor Não Faça Guerra, Viva o Gordo, Escolinha do Golias, Zorra Total, Pânico na TV, CQC, Os Normais, TV Pirata, Sai de Baixo, Hermes e Renato, Casseta e Planeta e muitos outros.


Esta foi minha pequena homenagem à televisão brasileira, que tem presença muito grande e fundamental na minha vida. Desde pequeno foi minha principal fonte de informação e diversão, e agora, com a vida adulta, virou formação e profissão. É claro que o veículo no Brasil tem problemas, mas acredite, nossa TV é uma das melhores do mundo, e merece ser reconhecida e homenageada!

E você, o que achou da lista? Comente, critique, elogie, concorde, discorde! A área dos comentários está aí para isso, e sua participação é fundamental!

Participe, comentando e se ligando no ColorScreen no Twitter!

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sábado, 18 de setembro de 2010

Top ColorScreen: Especial 60 anos de TV no Brasil!

Há exatamente seis décadas, no dia 18 de setembro de 1950, um dos mais importantes acontecimentos de nossa história acontecia, em um prédio da cidade de São Paulo. O empresário Assis Chateaubriand, depois de inúmeros esforços, que incluíram, entre outros, a importação de todos os televisores existentes na época (pois, claro, o país não produzia aparelhos então), inaugurava a TV Tupi, dando início à um veículo que influencia, diverte, acompanha, retrata e fundamentalmente, faz parte da vida de todos nós. Então, como você já deve ter percebido, este post é para comemorar os 60 anos da Televisão Brasileira!

Eu pensei muito em como tratar do assunto de uma maneira diferente. Pois, por mais que a bibliografia sobre o assunto seja pequena (infelizmente...), existem várias fontes na internet onde você pode pesquisar e conhecer a trajetória do veículo no Brasil. Para não cair na mesmice, resolvi fazer uma lista, com algumas das figuras mais importantes e representativas nesse campo. Cada tema ganhou um representante, que significa bastante para tal tema (como jornalismo, novelas, e muito mais).

Foi uma tarefa bem difícil, pensar em um único elemento para representar cada aspecto, portanto é claro que faltou muita coisa, mas vamos lá! Atenção: como o conteúdo é muito extenso, dividi o artigo em duas partes. Esta é a primeira; a continuação será publicada em alguns dias! É o Top ColorScreen: Ícones dos 60 anos da TV no Brasil!

Empresário de TV: Assis Chateaubriand. No final dos anos 40, já um magnata dos jornais, através de seu grupo Diários Associados, Chatô (como era conhecido) resolveu investir numa novidade que surgia com grande destaques em outros países: a televisão. Em 18 de setembro de 1950, era inaugurada a TV Tupi, primeira emissora da América do Sul e uma das primeiras do mundo. Com a maioria dos profissionais vindas do rádio, do teatro e do circo, o canal foi a base da televisão brasileira, moldando o veículo que logo se tornaria o mais importante de nossa mídia. A história da Tupi é muito vasta e merece um post exclusivo, esse é só um resumo muito pequeno, que não faz jus à grande trajetória do canal; se quiser saber mais, pode ler aqui. Menções honrosas: Roberto Marinho (responsável pelo poderio das Organizações Globo), Silvio Santos (de camelô a magnata das comunicações), Família Machado de Carvalho (Rede Record), Adolfo Bloch (Manchete), Família Simonsen (Excelsior) e Família Saad (Bandeirantes).

Criador e diretor: José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Um dos maiores, senão o maior, responsável pelo patamar de qualidade e prestígio alcançado pela Rede Globo. Responsável por exemplo pelo grande investimento na teledramaturgia, pela criação de marcos da emissora (como o "Fantástico") e pela implantação do famoso Padrão Globo de Qualidade, que primava por excelência em todos os aspectos da grade de programação. Boni ficou na emissora de 1967 até 2001, e hoje toca outros projetos, como a chefia da TV Vanguarda, emissora afiliada à Globo no interior paulista. Menções honrosas: Walter Clark, Daniel Filho, Fernando Barbosa Lima, Wilton Franco, Augusto César Vanucci, Cao Hamburger e muitos outros.

Emissora: Rede Globo. Fundada em 1965, hoje. Ao longo de sua história, despertou muito amor e muita controvérsia. Amor, pois desde sua fundação, a escalada da emissora foi impressionante; há décadas líder de audiência, a Globo já teve números absurdos de concentração de audiência e investimento. Na verdade, mesmo tendo caído em tais índices, ainda hoje a emissora concentra enorme parcela dos telespectadores e verbas publicitárias. Controvérsia, pois inúmeras acusações pairam contra a emissora. Algumas razoáveis, outras absurdas (o que tem de fanático culpando a Globo por qualquer coisa...). Mas uma coisa não podemos negar: a emissora moldou a imagem do Brasil, integrou um país de dimensões continentais e merece o sucesso que alcança. Faz jus à posição de uma das maiores produtoras de conteúdo midiático do mundo, através de sua elevada qualidade de produção, muito maior que qualquer concorrente. Menções honrosas: Tupi (a primeira), Excelsior (inovadora em muitos aspectos, que foram reutilizados na consolidação da Globo), SBT, Manchete, Record.

Jornalístico: Jornal Nacional (Rede Globo, 1969 até hoje). Como diversos outros nomes da lista, falar deste telejornal é meio redundante. Primeiro a englobar o país em rede, e cobrir fatos de todas as regiões do Brasil e do mundo, o JN foi e continua sendo a principal maneira de se informar para o brasileiro médio. Mesmo com polêmicas ocorridas ao longo das décadas (como a cobertura das Diretas Já ou a edição do debate presidencial de 1989), o jornalístico se mantém como principal produto da Rede Globo, ao lado da novela das oito, campeão em audiência e faturamento. Outro destaques da categoria, alguns já extintos: Jornal de Vanguarda, Repórter Esso, Globo Repórter, Fantástico, Fala Brasil, Domingo Espetacular, TJ Brasil, Aqui Agora, Roda Viva, Canal Livre, Observatório da Imprensa, 190 Urgente, Jornal da Manchete, entre outros.

Apresentador (e ícone maior da televisão brasileira!): Silvio Santos. Lenda viva, a cara da TV, e muitos outros adjetivos são aplicados, com a maior razão, a Senor Abravanel. Desde seu começo como camelô, suas passagens pelo rádio, pela ascenção na tv (passando pelas emissoras Globo, Tupi, Record) até a consolidação do seu maior sonho: um canal próprio, que começou com o projeto TVS e se realizou plenamente com o SBT. Acredito que este quesito é o mais auto-explicativo do ranking, portanto nem me aprofundarei muito. Mito. Menções honrosas: Chacrinha (revolucionário, mas escolhi Silvio devido a sua longevidade e importância maior para o mundo da comunicação, empresarial e etc), Hebe Camargo, Flávio Cavalcanti, Jota Silvestre, Raul Gil, Gugu, Ratinho, Xuxa, Fausto Silva, Celso Portiolli e vários outros.

Na próxima parte, veja: os mais importantes atores, escritores, novelas e muito mais! Em breve!

Este post deu bastante trabalho, principalmente pelo fato de ter que resumir seis décadas em poucas linhas, além de não ter muito como citar todo mundo que mereceria um lugar, mas espero que tenha te agradado! Você concorda com as posições do Top?

Comente aí! E sintonize também o ColorScreen no Twitter!

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