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quarta-feira, 28 de março de 2012

Chico Anysio: homenagem ao mestre do humor!

Pois é. De tempos em tempos, perdemos alguma figura fundamental para o universo que abordamos aqui no blog. Desta vez, como você já sabe, o maior comediante da história de nosso país se foi, vítima de complicações ocorridas devido ao fumo. Então, como não poderia deixar de ser, segue aqui uma pequena homenagem ao grande Chico Anysio!

Este post está sendo publicado quase uma semana após o fato. E isto tem uma razão de ser. Passei um bom tempo pensando no que postar aqui sobre o assunto, tentando não ser muito repetitivo ou falar algo que todos os outros veículos já tenham falado. Procurei bastante por algum vídeo raro ou desconhecido do humorista, tentando trazer uma visão diferenciada do assunto, seguindo a proposta deste espaço.

Chateado com o acontecido, também tive dificuldade em encontrar material que fugisse do óbvio. Até que tomei conhecimento da participação de Chico no programa "Roda Viva", exibido pela TV Cultura em 1993. Na entrevista, ele fala por uma hora e meia sobre inúmeros temas. Questionado pelos debatedores convidados, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho dá sua opinião a respeito de televisão, humor, política, futuro, artes, futebol e muito mais.

Como o conteúdo é bastante extenso, listei abaixo alguns dos tópicos abordados:

liderança de audiência da Rede Globo, planos de entrar para a política, Roberto Marinho e o documentário "Muito Além do Cidadão Kane", censura pela ditadura militar e pela própria emissora, a posição da "Escolinha do Professor Raimundo" como o humorístico mais visto no mundo, o equilíbrio entre as centenas de personagens, a admiração por Silvio Santos e o SBT, programas que viriam no futuro da Globo (e não vieram...), brigas (com a equipe do "TV Pirata", com Jô Soares), vida pessoal e muito mais.

Na longa participação, Chico se mostra muito à vontade, sem preocupações com censuras ou restrições similares, estando disposto a falar com toda a liberdade possível. Disto isto, podemos afirmar que tal registro simboliza bem o legado deste gênio. Então, escolhi o vídeo para ser veiculado aqui, sendo a melhor maneira de homenagear o grande artista (criador de 209 personagens, alguns deles retratados ao longo deste artigo).

Veja o programa a seguir, na íntegra e sem pausas comerciais:



Eu tenho certeza que Chico Anysio mereceria todos os tipos de homenagens. Um profissional de tal gabarito aparece muito, muito raramente. Infelizmente, não tive como fazer algo muito grandioso, por falta de tempo. Então, fica aqui a nossa lembrança. Obrigado pela alegria proporcionada por tanto tempo a tantas pessoas, ainda mais em um país no qual as condições de vida da maioria da população não trazem tantos motivos para o riso.

Confira o nosso novo espaço no Facebook! Para acessar, clique aqui ou no banner abaixo:

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Games: se todos os jogos fossem estilo Mega Man!

Em cada mídia, existem certas tendências de design que marcam época e influenciam gerações, sendo sempre lembradas pelos admiradores de cada veículo. E isso acontece muito nos videogames, onde as mudanças da qualidade de imagem são muito frequentes, fator que ajuda a estabelecer certos visuais como pertencentes a tal época ou jogo. E neste post, vamos analisar isso, com uma brincadeira que mostra como seria se todos os games tivessem o visual de Mega Man!

Foi isso que pensou o designer norte-americano Christopher Bringhurst. Ao longo de vários meses, ele criou uma peça mostrando o que aconteceria se a capacidade gráfica dos videogames tivesse estacionado na época do auge da série de jogos Mega Man (começo da década de 90), influenciando o design de outros personagens marcos dos jogos até hoje, como Link, Crash, Kratos, Mario, Sonic, Master Chief, Lara Croft e muitos outros. Uma idéia bem interessante, que nos faz pensar em algo que se tornou comum para muita gente, a capacidade gráfica cada vez mais incrível dos videogames atuais.

Se quiser conhecer mais do trabalho de Bringhurst, conheça seu
deviantart e também confira esta entrevista (em inglês) com o artista!

Veja a imagem em tamanho original clicando aqui ou no quadro abaixo:

Apesar de me divertir muito com os lançamentos dos videogames de última geração, também gosto bastante de jogos mais antigos (ou clássicos); foi isso que me fez curtir muito a imagem postada acima, e querer compartilhar com você. Qual a sua opinião, prefere jogos antigos ou atuais? E gostou da imagem?

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dossiê Disney: fazendo história em seus 50 filmes!

O mais tradicional e competente produtor de animação da história. Essa é uma boa maneira de se referir aos Estúdios Disney. Desde os anos 30, com uma ousada iniciativa, a empresa revolucionou a história dos desenhos animados e também do cinema, com suas animações em longa metragem, caracterizadas por alto nível técnico. Agora, com o lançamento em terras norte-americanas da nova produção, "Enrolados", um marco histórico é atingido. Portanto, acho que é uma boa hora para uma pequena homenagem! A seguir, mais um Dossiê ColorScreen, onde vamos relembrar os cinquenta filmes animados da Walt Disney Pictures!

No meio da década de 30, o criador, animador, empresário e artista Walt Disney já era reconhecido há quase uma década por seus curtas de animação, exibidos no cinema, com duração de 5 a 10 minutos e estrelados por seus clássicos personagens, como Mickey, Donald e Pateta. Uma das principais marcas de sua personalidade era a busca pelo impossível, uma obcessão pela perfeição e inovação, querendo sempre fazer mais e mais, quebrando barreiras no mercado e na sociedade. Então, essa produção decurtas ainda não era o bastante, e Walt resolveu dar um enorme passo em relação ao futuro: produzir o primeiro desenho animado em longa metragem.

Com isso, Walt colocou toda sua reputação e todo seu grupo em risco, resolvendo investir valores absurdos para a época e criando tecnologias até então inexistentes para a produção de tal obra. Após três anos e com o orçamento estourado em dez vezes (o inicial era de 125 mil dólares e acabou saindo por 1,5 milhão, valor muito absurdo para a época), em 1937 era lançada a obra prima "Branca de Neve e os Sete Anões". E claro, você sabe, tal esforço compensou. Muitos prêmios, bilheteria colossal e um lugar muito merecido como o maior estúdio de animação do planeta.

Então, a Disney seguiu inovando, e enfrentando diferentes fases no mercado. No começo dos anos 40, foram realizados filmes muito especiais para nós, brasileiros. São "Alô, Amigos" (1942) e "Você Já Foi à Bahia?" (1944), que contam com a presença de Zé Carioca, contracenando com Donald e com o galo mexicano Panchito. Após o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os recursos eram escassos, o que ocasionou a redução de orçamento para os filmes, resultando em obras mais simples, porém com a mesma qualidade. O que mudava, basicamente, eram que os longas começaram a ser compostos de diversas histórias pequenas, divididas em clipes, o que facilitava a produção. Um exemplo desta fase é "Tempo de Melodia", de 1948.

Porém, a década de 50 marcou a volta por cima! Em 1950, um dos maiores sucessos de todos os tempos foi produzido: "Cinderela". Então, começava uma era de ouro para os estúdios, que produziram nesta mesma época outros clássicos, como "Alice no País das Maravilhas", (1951) "Peter Pan" (1953) e "A Bela Adormecida" (1959), entre muitos outros. Isso durou até o final da década de 70, sendo "Bernardo e Bianca" (1977) o último desta boa fase.

Uma fase sombria se aproximou da empresa nos anos 80. Causada por vários fatores ligados ao conglomerado como um todo, uma crise financeira abalou a Walt Disney Pictures, que quase viu seu setor de animação fechar, após desempenhos fracos de filmes como "O Caldeirão Mágico", de 1985. Mas claro, isso não ficaria assim. Em 1988, uma "Pequena Sereia" conseguiu recuperar as bilheterias do estúdio, abrindo sequência para a nova era de ouro, com "A Bela e a Fera" (1991), "Aladdin" (1992), "O Rei Leão" (1994), "Pocahontas" (1995), "O Corcunda de Notre Dame" (1996), entre outros clássicos instantâneos.

Desde então, a Disney tem se fortalecido com os filmes da Pixar, que não estão inclusos nesta relação. Mas também tem voltado a investir em animação tradicional, como em "A Princesa e o Sapo", do ano passado, com a primeira princesa negra do estúdio. E também em "Enrolados", lançado nesta semana nos EUA e que chega ao Brasil em janeiro de 2011, retratando a fábula de Rapunzel. Abaixo, confira um vídeo que a Walt Disney Pictures lançou, com uma incrível retrospectiva de seus cinquenta clássicos!



Quer saber quais são os cinquenta filmes retratados no vídeo? Veja a lista completa abaixo, com a data de lançamento de tais filmes nos Estados Unidos:

Branca de Neve e os Sete Anões (1937) · Pinóquio (1940) · Fantasia (1940) · Dumbo (1941) · Bambi (1942) · Alô, amigos (1942) · Você Já Foi à Bahia? (1944) · Música, Maestro! (1946) · Como é Bom Se Divertir (1947) · Tempo de Melodia (1948) · As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo (1949) · Cinderela (1950) · Alice no País das Maravilhas (1951) · Peter Pan (1953) · A Dama e o Vagabundo (1955) · A Bela Adormecida (1959) · 101 Dálmatas / Os 101 Dálmatas (1961) · A Espada Era a Lei (1963) · Mogli - O Menino Lobo (1967) · Aristogatas (1970) · Robin Hood (1973) · Puff - O Ursinho Guloso (1977) · Bernardo e Bianca (1977) · O Cão e a Raposa (1981) · O Caldeirão Mágico (1985) · As Peripécias do Ratinho Detetive (1986) · Oliver e Sua Turma (1988) · A Pequena Sereia (1989) · Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990) · A Bela e a Fera (1991) · Aladdin (1992) · O Rei Leão (1994) · Pocahontas (1995) · O Corcunda de Notre Dame (1996) · Hércules (1997) · Mulan (1998) · Tarzan (1999) · Fantasia 2000 (1999) · Dinossauro (2000) · A Nova Onda do Imperador (2000) · Atlantis - O Reino Perdido (2001) · Lilo & Stitch (2002) · O Planeta do Tesouro (2002) · Irmão Urso (2003) · Nem Que a Vaca Tussa (2004) · O Galinho Chicken Little (2005) · A Família do Futuro (2007) · Bolt - Supercão (2008) · A Princesa e o Sapo (2009) · Enrolados (2010)

Eu sou muito fã de praticamente tudo que a Disney faz, para ser sincero. Não assisti aos últimos lançamentos, mas sempre as criações do estúdio terão lugar nas minhas preferências. Então, fico bem contente de ver que os Estúdios Disney continuam ativos, com o mesmo esmero de produção e de criatividade dos áureos tempos de Walt Disney. Acho a trajetória da empresa muito admirável, sempre criativa e com alta qualidade.

Talvez, por ter crescido nos anos 90 (nasci em 1986), algumas das minhas produções Disney preferidas são desta época, como "O Rei Leão" e "Alladin". Mas também gosto de muitas outras, como "Fantasia", "Alice no País das Maravilhas" e "Peter Pan". E você? Quais são os seus desenhos favoritos? Também é fã da Disney?

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sábado, 16 de outubro de 2010

E se Pablo Picasso tivesse criado os super heróis?

No mundo artístico, são tidas como artes clássicas sete diferentes manifestações. Talvez a mais repercutida delas, no que se refere ao título, é o cinema, considerado a sétima arte. Na mesma escala, a pintura é conhecida como é a terceira arte. Com o passar dos anos, novos elementos foram inseridos a tal ranking e os quadrinhos (ou "arte sequencial") passaram a ocupar o nono lugar, sendos chamados de "nona arte". Estou falando disso pois, neste artigo, faremos uma viagem ao mundo das artes e descobriremos: como seria se Pablo Picasso fosse o criador dos universos DC e Marvel?

Foi pensando nisso que o artista norte-americano Mike Esparza resolveu fazer uma série de telas, emprestando o estilo cubista do espanhol Picasso a diversos super heróis e vilões do mundo dos quadrinhos! Lançadas há algum tempo, os desenhos tem feito enorme sucesso (e estão disponíveis para compra no site de Mike, que você visita clicando aqui). O resultado ficou excelente e você confere a seguir!

Veja as releituras na galeria abaixo; é só clicar para ampliar:




No começo do post, falei um pouco sobre algumas artes clássicas. Se você quiser conhecer mais sobre as outras artes inseridas nessa escala, acesse esse post, publicado há um tempo aqui no ColorScreen.

Eu, além de ser fã de quadrinhos, gosto muito de arte clássica; um dos meus estilos preferidos é o cubismo. Por isso gostei tanto dessas versões cubistas para os personagens dos gibis! Meus preferidos são o Superman, Flash, Coringa e Venon. E você? De qual mais gostou?

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